Por quê?

Algumas vezes me deparo, e acho que isso acontece com a maioria das pessoas do planeta, com algumas situações e me pergunto: por que, raios, ela está acontecendo?

O simples fato de me perguntar, já me faz querer buscar alguma resposta plausível. Tá, talvez isso me qualifique um pouco para a profissão que escolhi. Lembro sempre de um professor (de quem não gosto, mas tudo bem) que sempre repetia “Jornalista é um eterno inconformado”.

Acho que todo o clima da música “Because” (a qual recomendo muitííssimo, by the way: é a excelência dos vocais do George, do John e do Paul em harmonia!!), que escutava agora há pouco, me pegou. E estou numa batalha para achar respostas a perguntas que há muito ficaram abertas. Como por exemplo, por que os santistas insistem em demorar para passar quando o sinal abre? E por que os paulistanos andam  (a pé, sério, eles andam a pé, às vezes!)sempre rápido, mesmo quando estão de férias?

É irritante, para não dizer outra coisa, ver que o semáforo abriu, e ninguém se move a sua frente. Aqui em Santos, isso acontece com bastante frequência (droga, sem trema!).É sabido que há um certo tempo aceitável para que os carros comecem a andar depois que a sinaleira aponta o verde, tem a ver com o tempo que o cérebro demora para reconhecer a cor, e ligar com os músculos do pé, para que eles acelerem. Bem, em Santos, esse tempo é beeeem ultrapassado.

Antes achava que era culpa da praia, as pessoas se perdiam em ficar olhando para os jardins, e se esqueciam de olhar para frente…. Mas, não. Porque o fenomeno acontece também, nos cruzamentos da Azevedo Sodré com o Canal 3, ou, naqueles cruzamentinhos pequenos do centro. Acho que a praia não explica nada.

Para os paulistanos, diria que muitas vezes me vi implorando para que meus amigos andassem mais devagar. Sempre com o passo rápido, sempre atrasados. Acho que os paulistanos estão tão acostumados a andar contra o relógio, que fez com que os seus organismos virassem do “Humanus Atrasadus”, uma divisão da raça humana em que os seres estão ligados ao relógio, andam rápido, e reclamam quando estão em alguma fila e/ou atrás de alguém parado.

Como veem (odeio esse acordo, prontofalei!), as duas explicações se juntam. Minha irritação com os carros parados só pode indicar uma coisa: estou me tornando uma paulistana, socorro!

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