Da vida das marionetes

Já que coloquei uma imagem de um filme do Bergman no último post (que parece que foi escrito em eras estranhas e geladas, no frio do passado obscuro), decidi colocar outro filme dele como título do post. Sim, to virando cult. Que bosta!

De qualquer forma, nada como falar sobre marionetes. Sobre cordas e todas as amarras. Tinha pensado em escrever este post, quando fui, na última quinta feira, à coletiva de imprensa com os atores, o diretor, o roteirista e a produtora do filme “Divã”. Isso porque deu para perceber, claramente, como os jornalistas agiam que nem aquela cena de “Chicago”, sabem?!

Iria acabaar com a minha própria classe nesse post, não fosse um pequeno detalhe: eu estava lá, fazendo perguntas, anotando o que me convinha, não escutando o que não queria ouvir. E, dessa forma absurdamente seletiva fiz a matéria que precisava fazer.

Medo, sim. Estava lá, no samba das assessorias. Dos coffe brakes, brunches e jantares pagos. E tava adorando, como ainda adoro. Isso não me diminui, não me faz menos jornalista, ou menos crítica dos filmes que assisto.

O que me fez pensar em…. Marionetes. Acho que somos todos marionetes. O Bergman tinha razão quando colocou o título do filme. Nele, as pessoas são meros bonecos controlados pela psiquê, e por todas as suas inconstâncias. 

Master of Puppets

 

Sim, acho que é isso que somos. Presos a mais do que simplesmente, a mão de uma sociedade “malvada, preconceituosa e cruel”. Estamos presos a nós mesmos, e disso nunca podemos fugir. Não sei porque entrei na filosofia.Não era essa a ideia.

Não sei se há algum tipo de libertação, ou se existe alguma maneira de ser “livre”. Odeio essa palavra. Ser livre não tem nada a ver com ter liberdade.E ter liberdade não tem nada a ver com cortar todas as cordas que nos prendem. 

Mesmo assim, existem maneiras de se afrouchar as cordas. E não tem nada a ver com “siacabar uma balada qualquer”(embora possa ser isso também, mas sobre isso prefiro não comentar). Acho que tem mais a ver com se adaptar: pegar outro ônibus quando aquele que queria acabou de passar; escutar a música mais diferente possível; usar roupa de uma cor estranha; dar a segunda, a terceira e até a quarta chance a pessoas que “não mereceriam”.

Ou então…

No Strings Attached

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